Pessoas culpam a genética por problemas de saúde, diz estudo

Um estudo realizado nos Estados Unidos indica que as pessoas que mais se beneficiariam ao mudar seus hábitos diários – parar de fumar, fazer exercícios físicos e ter uma dieta mais balanceada, por exemplo – costumam ignorar esse fato e colocam a culpa na genética. As informações são do Live Science.

De acordo com os cientistas, cerca de 2 mil adultos saudáveis participaram do estudo. Eles tiveram pesquisados fatores de risco – como dieta, prática de exercícios físicos, consumo de cigarro e álcool, exposição ao sol, uso de multivitamínicos e índice de massa corporal -, histórico familiar, suas crenças sobre os problemas de saúde mais comuns e sua informações sobre o que afeta mais a sua saúde.

O estudo partiu do “tsunami” de informações gerado pela pesquisa do genoma humano. Os cientistas afirmam que queriam entender como as pessoas encaravam a quantidade de informação gerada por essas pesquisas – como a suscetibilidade genética a alguns problemas de saúde – e temiam que as pessoas culpassem a genética e não seus hábitos pelos problemas mais comuns – como estar acima do peso.

Segundo a pesquisa, a maioria dos participantes indicou que fatores de comportamento são mais importantes que a genética na causa das oito doenças mais comuns que podem ser prevenidas (diabetes, osteoporose, problemas de coração, pulmão e cólon, alto colesterol, hipertensão e câncer de pele).

Por outro lado, os participantes que tinham mais hábitos de risco tendiam mais a ignorar seus comportamentos e culpar a genética. Segundo os pesquisadores, uma explicação para isso seria que essas pessoas achavam no DNA uma desculpa para não mudar seus hábitos. “Também pode significar que eles tentaram seguir conselhos comuns sobre seus hábitos, mas isso não teria funcionado para eles, ou eles estão cansados de ouvir os conselhos da família, amigos, médicos e da mídia”, diz Suzanne O’Neill, da Universidade de Georgetown, à reportagem.

Suzanne afirma ainda que, com exceção de doenças hereditárias, comparado com a genética, o comportamento é “uma parte muito importante, talvez mais importante” no desenvolvimento das doenças mais comuns. “Contudo, nós realmente ainda não temos certeza disso”, diz a cientista.

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