Conheça a Liberação Miofascial

Todo músculo e cada fibra muscular são envolvidos por um tipo de tecido conjuntivo chamado fáscia, que forma os tendões e ligamentos nas extremidades dos músculos, assumindo a função de conectar músculo a osso e músculo a outro músculo. É a fáscia, portanto, que suporta os músculos e mantém a relação desses com os ossos, determinando, basicamente, a forma do corpo.

Ida Rolf, Ph. D. em Bioquímica pela Universidade de Columbia, ao longo das suas pesquisas científicas, fez uma descoberta muito importante sobre a constituição do corpo humano: a rede de tecido conjuntivo, que envolve e conecta o tecido muscular, tem propriedades plásticas e elásticas que fazem com que seja possível alterar a forma e a relação desse sistema (músculo/tecido conjuntivo) nos diversos segmentos corporais, em qualquer época da vida.

A descoberta da Dra. Rolf sobre a importância da fáscia revolucionou o pensamento sobre o corpo. Sabe-se, atualmente, que o tecido fascial pode ser alterado, respondendo à aplicação de energia nas formas de pressão e calor. Mediante a aplicação de uma dessas formas de energia (no caso do Rolfing a pressão), a fáscia torna-se mais solúvel e pode permitir que as estruturas contidas no seu tecido alterem seu arranjo e se adaptem numa relação mais harmoniosa com as partes adjacentes do corpo.

Sabe-se também que quando o músculo é sobrecarregado por alguma razão, a fáscia absorve parte dessa carga, pois é submetida a um esforço contínuo e excessivo, tornando-se mais densa, mais curta e perdendo elasticidade e plasticidade. Assim, o corpo muda, gradativamente, sua estrutura. E desenvolve doenças como LER & DORT, mudanças posturais graves, dores por contraturas ou até emocionais por dor crônica.

A liberação miofascial

As técnicas de liberação miofascial estimulam as áreas que possam apresentar tecidos condensados limitando o de movimento.

Utilizando pressão, alongamentos especiais e envolvimento consciente do paciente, é possível modificar a organização molecular dos componentes líquidos dos tecidos, gerando uma nova organização. A rigidez dos tecidos e restrições desaparecem rapidamente, permitindo a modulação de tônus necessária na aceleração dos processos de reabilitação, facilitando a reeducação dos movimentos.

Uma pessoa com tecidos organizados para conviver em harmonia com a gravidade terá a oportunidade de sentir um corpo leve, livre de tensões e com uma consciência de si mesmo e de sua imagem corporal.

A técnica de liberação miofascial aumenta a tensão muscular e provoca uma resposta no OTG (mecanoreceptor sensível a mudanças na tensão muscular, encontrado na junção músculo-tendão) provocando um relaxamento no músculo. Esta permite uma maior amplitude de movimento e liberação da tensão muscular, também ajuda na remoção de nódulos adesões.

Músculos e outros tecidos com nódulos, adesões, têm três aspectos importantes:
– Lesões agudas (trauma, distensões etc..)
– Acumulação de pequenos traumas (micro-traumas)
– Não recebendo oxigênio suficiente (hipóxia)

“Cada um desses fatores pode levar o seu organismo a produzir uma profunda cicatriz na área afetada. Este tecido cicatricial se liga a tecidos que necessitam ter movimentos livre. Como o tecido cicatricial aumenta, os músculos se tornam mais curtos e mais fracos, a tensão nos tendões pode causar tendinite, e os nervos podem ficar “presos.” Isso pode causar uma redução na amplitude de movimento (encurtamentos), perda de força e dor. Se um nervo está preso você também pode sentir formigamento, dormência e fraqueza. “(Dr. Michael P. Leahy, DCC)

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