Desequilíbrio muscular e seus efeitos sobre o atleta

Nosso corpo está em constante busca de equilíbrio. Quando ocorre um desequilíbrio em algum segmento corporal, o corpo gera um desequilíbrio oposto através de compensações visando à harmonia corporal.

Os gestos esportivos, devido à técnica e à especificidade, geram compensações no corpo do atleta, com padrões corporais específicos da modalidade praticada, e na maioria das vezes são benéficas para o atleta, aumentando a eficiência do gesto esportivo.
Os atletas geralmente são submetidos a uma rotina intensa e específica de exercícios físicos. A repetição, a sobrecarga e a execução de técnicas incorretas podem provocar desequilíbrios incapacitantes, podendo evoluir para processos crônicos que limitam o indivíduo para a prática de sua atividade.

Uma causa muito comum de lesões em atletas é o desequilíbrio muscular entre a musculatura superficial e a musculatura mais profunda do corpo. Os músculos mais superficiais são responsáveis pelos movimentos articulares, pelos principais gestos esportivos. Mas eles dependem dos músculos profundos para darem estabilidade às articulações, e potencializarem estes gestos. Quando há um desequilíbrio, este se torna um ciclo vicioso, pois o músculo que está mais forte fica cada vez mais forte, e o que está mais fraco fica cada vez mais inibido. Um exemplo típico é a diferença de força entre o reto abdominal e o transverso do abdome.

O desequilíbrio pode ocorrer também entre membros (ex: perna esquerda mais forte do que a perna direita), no mesmo membro (ex: vasto lateral mais forte do que o vasto medial da mesma perna), ou entre segmentos corporais. E podem ser por diferença de força, trofismo, flexibilidade.

Muitas das dores e desconfortos nos joelhos dos ciclistas, quando não causadas por um desequilíbrio muscular, muitas vezes resultarão em tal se não tratadas adequadamente. Um dos primeiros sinais do desequilíbrio a ser identificado pelo ciclista é o desconforto que, quando não tratado logo, se transformará em dor, e entrará no ciclo vicioso citado anteriormente.

Uma das lesões que mais atormentam os corredores é a famosa “canelite”, que muitas vezes é causada por um desequilíbrio de força entre os músculos tríceps sural (em especial o sóleo) e o tibial anterior.
Assim, torna-se muito importante a realização de um trabalho muscular paralelo ao treinamento de cada modalidade esportiva, visando à prevenção de lesões e aumento da performance do atleta. Algumas opções que estão sendo muito utilizadas e que possuem resultados muito positivos são o treinamento funcional, o Pilates e o Yôga, que preconizam o fortalecimento da musculatura estabilizadora e o equilíbrio muscular.

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